Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento de Goiás (SEGPLAN-GO) - Perito Criminal (2015) Questão 3

A utilização de técnicas específicas voltadas para a elucidação de crimes e para o indiciamento de criminosos remonta a épocas pré-científicas. Um exemplo do uso da habilidade e imaginação individual relacionado à resolução de crimes pode ser vislumbrado em Daniel: no século VI a.C., Daniel, com grande perícia, foi capaz de provar ao rei da Babilônia, Ciro, o Persa, que as oferendas prestadas ao ídolo Bel eram, na verdade, consumidas pelos sacerdotes e seus familiares; para tanto, Daniel fez que espalhassem cinzas por todo o piso do templo, onde eram colocadas diariamente oferendas; no dia posterior, verificaram que, apesar de a porta continuar lacrada, pegadas compatíveis com a dos sacerdotes eram observadas no chão e que as oferendas haviam sido consumidas. Já no século III a.C., há a clássica história do Princípio de Arquimedes. Conta Vitrúvio que o rei Hierão de Siracusa mandou fazer uma coroa de ouro. Entretanto, quando a coroa foi entregue, o rei suspeitou que o ouro fora trocado por prata. Para solucionar tal dúvida, o rei pediu que Arquimedes investigasse o fato. Arquimedes pegou uma vasilha com água e, mergulhando pedaços de ouro e prata do mesmo peso da coroa, verificou que o ouro não fazia a água subir tanto quanto a prata. Por fim, inseriu a coroa, que, por sua vez, elevou o nível da água até a altura intermediária, tendo constatado então que a coroa havia sido feita com uma mistura de ouro e prata. Assim, desvendou-se a fraude e desmascarou-se o artesão. Outro caso que ilustra a fase pré-científica da criminalística é encontrado em informes da antiga Roma descritos por Tácito: Plantius Silvanus, sob suspeita de ter jogado sua mulher, Aprônia, de uma janela, foi levado à presença de César, que, por sua vez, foi examinar o quarto do suposto local do evento e encontrou sinais certos de violência. O relato deixa claro que, desde a Antiguidade, foram desenvolvidos técnicas e exames com o intuito de solucionar crimes.



Em relação ao emprego dos sinais de pontuação, assinale a alternativa correta.

  • A Os dois pontos foram empregados no texto, em ambas as ocorrências, à linha 5 e à linha 30, para introduzir os membros de uma enumeração.
  • B O termo “Ciro” (linha 7) está empregado entre vírgulas por exercer a função de aposto de “Babilônia” (linha 7).
  • C Seria mantido o sentido original do texto, caso a vírgula empregada logo após “templo” (linha 10) fosse suprimida.
  • D Seria mantida a correção gramatical do texto se fosse empregada vírgula logo após “Vitrúvio” (linha 16) e se o restante do período, iniciado por “que” viesse entre aspas, de modo a indicar tratar-se de discurso indireto.
  • E A inserção de vírgula logo após “exames” (linha 35) alteraria as relações sintáticas entre os termos da oração em que essa palavra se encontra.

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