Fundação Hospitalar Getúlio Vargas (FHGV) - Médico pneumologista (2019) Questão 40

Texto para a questão.


Uma paciente de 68 anos de idade, com queixa principal de falta de ar, tosse e dor torácica, relata ter iniciado, em fevereiro de 2019, quadro de tosse produtiva com escarro amarelado, febre, inapetência e dispneia aos grandes esforços. Houve piora evolutiva da tosse, além do aparecimento de dor torácica em topografia de base de hemitórax direito. A paciente é hipertensa e diabética e está em uso de enalapril, indapamida e metformina. Nega história de etilismo ou tabagismo. Ao exame físico, a paciente se encontrava hemodinamicamente estável, em regular estado geral, taquipneica (32 ipm), hipocorada (+/++++), normotensa e com oximetria periférica de 95% em ar ambiente. Na ausculta pulmonar, apresentou crepitações difusas em hemotórax direito. O aparelho de raio X estava quebrado. O hemograma evidenciou: leucócitos 14.500/mm3, com 3% de bastões; 30,4% de hematócrito; plaquetas 320.000/mm3; ureia 22 mg/dL; creatinina 0,5 mg/dL; glicemia 250 mg/dL; sódio 140 mEq/L; e potássio 4,5 mEq/L. Foram prescritos para uso domiciliar amoxicilina e clavulanato 500/125 mg, de oito em oito horas, por catorze dias e a paciente foi orientada a retornar em 72 h se não houvesse melhora dos sintomas.



Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa correta.

  • A Mesmo se o clínico estiver seguro do diagnóstico, a realização da radiografia de tórax é necessária para confirmação diagnóstica, devendo‐se iniciar a antibioticoterapia após a realização do exame de imagem.
  • B A realização de testes etiológicos é necessária nos casos de pacientes com PAC não grave com tratamento ambulatorial.
  • C Os pacientes com diagnóstico de PAC devem ser avaliados quanto à gravidade da doença, cuidado que tem impacto direto na redução da mortalidade. Os escores de prognóstico disponíveis dimensionam a gravidade e ajudam a predizer o prognóstico da PAC, guiando a decisão quanto ao local de tratamento (ambulatorial, hospitalar ou UTI), quanto à necessidade de investigação etiológica e quanto à escolha do antibiótico e de sua via de administração.
  • D A prescrição da antibioticoterapia está correta e, segundo o CURB‐65, a paciente deve receber tratamento domiciliar, como foi orientado em seu atendimento.
  • E A duração do tratamento, suficiente para garantir sucesso terapêutico, pode ser diferente conforme a gravidade da PAC. Tratamentos de cinco a sete dias parecem ser insuficientes na maior parte das vezes, especialmente em infecções não graves.

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