Questão 42 do Concurso Tribunal de Justiça do Estado do Mato Grosso do Sul (TJ-MS) - Tecnologia da Informação (2017)

Em uma conferência que escreveu sobre o destino da literatura, Lima Barreto afirmava: “Entrando no segredo das vidas e das coisas, a literatura reforça nosso natural sentimento de solidariedade com nossos semelhantes, explicando-lhes os defeitos, realçando-lhes as qualidades e zombando dos fúteis motivos que nos separam uns dos outros. Ela tende a obrigar a todos nós a nos tolerarmos e a nos compreendermos; e, por aí, nós nos chegaremos a amar mais perfeitamente na superfície do planeta que rola pelos espaços sem fim”.


A ideia de que a arte pode ter uma função na sociedade, seja como elemento de união entre os homens, seja pelo potencial de transformação da sociedade, era cara ao escritor carioca, homenageado da 15.ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Sua literatura incluía os suburbanos, negros, despossuídos de toda sorte e, nesse sentido, promovia um olhar da elite letrada sobre tais personagens esquecidos na trama urbana, bem como abarcava seus temas e reivindicações. Um tipo de arte que perdeu o sentido por longas décadas na história da literatura brasileira, mas que nos últimos anos tem mostrado sua pertinência atemporal.

     Disponível em:<http://epoca.globo.com/cultura/noticia/2017/07.htmll> . Acesso em: 14/08/17. 



Sobre os mecanismos sintáticos destacados no texto, assinale a alternativa CORRETA.

  • A O termo “a todos nós” funciona como objeto direto preposicionado, já que a forma verbal “obrigar” é transitiva direta e indireta.
  • B Nas duas ocorrências, o pronome “lhes” funciona como objeto indireto de formas verbais transitivas diretas e indiretas.
  • C A estrutura correlativa “seja... seja...” poderia ser reescrita como “seja... ou” e ainda manter o paralelismo do período original, de acordo com a prescrição gramatical.
  • D O nexo “bem como” expressa comparação entre as orações, o que torna “como ainda” uma substituição correta nessa posição.
  • E A preposição “de” antes da conjunção integrante “que” poderia ser omitida, já que seu uso é opcional nessa posição.