Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) - Técnico - Análises Clínicas (2020) Questão 13

Os descaminhos do lixo


    Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos 2018/2019, produzido pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública (Abrelpe), em 2018 foram gerados no Brasil 79 milhões de toneladas de resíduos. Desse total, 92% foram coletados. Isso significa uma pequena melhora em relação ao ano anterior, já que, se a produção de lixo aumentou 1%, a coleta aumentou 1,66%. Essa expansão foi comum a todas as regiões, com exceção do Nordeste. Dos resíduos coletados em 2018, 59,5% receberam destinação adequada nos aterros sanitários, uma melhora de 2,4% em relação a 2017.

    Mas esses relativos avanços não deveriam disfarçar a precariedade crônica do setor. A média nacional é bastante inferior à dos países na mesma faixa de renda, onde 70% do lixo recebe a destinação correta. Em 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos estabeleceu que até agosto de 2014 o País deveria estar livre dos lixões. Mas, hoje, cerca de 8% do lixo produzido no Brasil (6,3 milhões de toneladas) ainda não é sequer coletado e 40% do lixo que é coletado é descarregado em lixões ou aterros que não contam com medidas necessárias para garantir a integridade do meio ambiente e a da população local. Esta é a realidade em cerca de 3000 dos mais de 5500 municípios do País.

(https://opiniao.estadao.com.br. Adaptado)



O uso do acento indicativo da crase atende à norma-padrão no enunciado:

  • A Em 2018, a coleta de lixo no país chegou à 1,66%, segundo dados da Abrelpe.
  • B O Brasil chegou à ter uma pequena melhora em coleta em relação ao ano anterior.
  • C Em relação à existência dos lixões, eles deveriam ter acabado até agosto de 2014 no país.
  • D De ponta à ponta do Brasil, viu-se um aumento na coleta de lixo, em 2018
  • E Em países na mesma faixa de renda do Brasil, é dada a destinação correta à todo lixo produzido.

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