Universidade Federal do Ceará (UFC) - Professor - Técnica de Linguagem de Sinais (2019) Questão 43

“No Brasil, há poucas décadas, se nós perguntássemos qual seria um “lugar” interessante para a formação de tradutores e intérpretes de língua de sinais, a maioria das respostas apontava a área de educação como um dos “espaços” mais adequados. Pouquíssimas eram as respostas que se afiliavam com o campo disciplinar dos Estudos da Tradução, e, mais raramente, aquelas que descreviam com precisão as competências e habilidades de um tradutor/intérprete de língua de sinais e/ou perspectivas teóricas que embasassem a prática desses profissionais” (SILVA, S.A., 2010).


Sobre o fato de a formação de tradutores e intérpretes ocupar o espaço da área da educação, marque a alternativa que justifica a posição de Silva (2010):

  • A Para Santos (2010), à medida que os surdos passam a atuar com maior intensidade no campo da linguística - a presença do tradutor e do intérprete da língua de sinais tornou-se mais visível.
  • B A formação “empírica” de tradutores e intérpretes de língua de sinais iniciou-se na área da educação, por ser este o único campo que se discutia as questões relacionadas com a surdez, o bilinguismo e a inclusão.
  • C Para Santos (2010), a ausência da tradução/interpretação de língua de sinais no mapeamento dos Estudos da Tradução no Brasil está relacionada ao fato de as pesquisas em nível de pós-graduação stricto sensu terem iniciado a partir do ano de 2005.
  • D Mesmo a área de Estudos da Tradução enquanto campo disciplinar ser bastante antiga no Brasil, tendo sido mapeada no ano de 2003 pelas professoras Dra. Maria Lucia Vasconcellos (UFSC) e Dra. Adriana Pagano (UFMG), a interpretação em Libras nunca foi incluída nela.
  • E A formação para tradutores e intérpretes de línguas de sinais iniciou-se pelos cursos livres, geralmente organizados por associações de surdos e/ou Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (FENEIS) com o total reconhecimento de estudos na área da Tradução.