Fundação Hospitalar Getúlio Vargas (FHGV) - Médico hematologista (2019) Questão 42

Uma mulher de dezoito anos de idade, com epistaxe, sangramento gengival e equimose espontânea disseminada há uma semana, realizou exames laboratoriais, que mostraram: Hb 8,9 g/dL (VR: 12 a 15); contagem de leucócitos de 21,7 × 109/L (VR: 4 a 12× 109/L), com 90% de promielócitos (19,5 × 109/L), 4% (0,9 × 109/L) de mielócitos, 3% (0,7 x 109/L) de metamielócitos e 2% (0,4 x 109/L) de neutrófilos; e contagem de plaquetas de 16 x 109/L. A medula óssea continha 72% de promielócitos com bastões de Auer. A imunofenotipagem mostrou expressão de CD9, CD13 e CD33 e foi negativa para CD34. A hibridização in situ fluorescente mostrou translocação (15; 17) e o gene de fusão PML‐RARα positivo, sendo o diagnóstico compatível com leucemia promielocítica aguda (LMA‐M3). A análise de coagulação revelou um tempo de protrombina (TAP) de 20 s (normal < 12 s), um tempo de tromboplastina parcial ativada (TTPA) de 59 s (normal < 28 s), D‐dímero de 10 μg/mL (normal < 0,5 μg/mL) e fibrinogênio de 80 mg/L (normal 100 a 300 mg/L).
Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a melhor abordagem terapêutica.

  • A implantação de acesso definitivo profundo, transfusão de concentrado de hemácias e plaquetas e, após resolução da coagulopatia, início do ATRA
  • B início do ATRA e do trióxido de arsênico, associado à coleta de exames seriados
  • C início de heparina não fracionada profilática e ATRA
  • D transfusão de plasma e fibrinogênio profiláticos, sem transfusão de plaquetas, associada ao início do ATRA com idarrubicina
  • E transfusão de plaquetas (com contagem de plaquetas > 30 × 109/L), plasma fresco congelado e concentrado de fibrinogênio (guiado pela concentração de fibrinogênio no plasma da paciente), associada ao início do ATRA

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