Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima (IF-RR) - Professor - Artes (2015) Questão 2

“Existem algumas discussões a respeito da “escala blue” e sua harmonia. Sua melhor definição é, provavelmente, a que a descreve como uma adaptação das escalas europeias às africanas, ainda que muitos blues primitivos e a linha vocal de muitos clássicos sejam quase que puramente africana; pois é mais fácil cantar tais canções como um quarto de tom do que tocá-la em alguns instrumentos europeus. A maneira mais simples de reconhecer sua escala é através do uso das blue notes, as terceiras e sétimas (aproximadamente) abemoladas na melodia, mas não na harmonia, que é europeia. O conflito entre as duas coisas produz os efeitos característicos do blues”. HOBSBAWM. E. J. História social do jazz. Paz e Terra: São Paulo, 2009.
O uso da escala mixolídia na música brasileira é frequente, a sétima abaixada ou abemolada é comum nos gêneros típicos do nordeste, a síntese do conflito entre as matrizes africanas e europeias geraram um efeito similar à ocorrência das blue notes em:

  • A A Canoa virou, Domínio Público.
  • B Azulão, do paraense Jaime Ovalle.
  • C O Guarani, do campinense Carlos Gomes.
  • D O Baião, do pernambucano Luiz Gonzaga.
  • E Sinfonia Fúnebre, do carioca Padre José Mauricio.

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