Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Roraima (IF-RR) - Professor - Artes (2015) Questão 17

Voltando à questão do logos, pode-se ainda dizer que este – de maneira análoga à mousiké – também é ouvido primeiramente como totalidade (ou sentido), como manifestação abrupta e insistente, que não depende de interpretações para avalizá-lo. Daí o entrelaçamento dos conceitos e seus respectivos atributos, colocando-os praticamente como sinônimos, indiferenciados em sua generalidade. Portanto, é essa singularidade que confere à mousiké sua equivalência com o logos. Não fora mero acaso que a música se tornasse a base da cultura geral grega e, em certo sentido, o que distinguisse o homem culto do inculto. Se não houvesse tal singularidade, ela não teria alcançado esse patamar, tampouco seria uma das bases do paideuma grego. Lia Tomás.
O texto aponta para uma relação entre logos e mousiké em que se coloca uma compertinência necessária entre ambas, porque:

  • A ontologicamente a música cria sua própria unidade e a confere ao logos.
  • B radicalmente a linguística e a semiótica explicam a mousiké.
  • C singularmente a música se equivale à linguagem verbal.
  • D antigamente a música estava subjugada à palavra logos.
  • E primeiramente o logos define a mousiké.

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