Prefeitura Municipal de Cunha Porã - Fisioterapeuta (2020) Questão 38

A micção é uma função bastante complexa do corpo humano e, para que o enchimento e o esvaziamento vesicais se deem coordenada e adequadamente, a mulher precisa perceber o volume vesical, além de avaliar a possibilidade e a urgência do esvaziamento e permiti-lo. Esse processo pode sofrer alterações nas diferentes fases de vida, como diante de mudanças hormonais, além disso por envolver o sistema límbico, a micção poderá reagir a alterações emocionais sofridas e trazer repercussão na vida social e profissional. São fatores capazes de manter a continência urinária, exceto:
  • A o mecanismo proximal refere-se ao adequado posicionamento do ângulo uretrovesical posterior, necessário para manter a oclusão uretral diante do aumento de pressão intra-abdominal, sendo que em mulheres incontinentes, uretra e trígono vesical ficam alinhados, perdendo essa disposição angular, o que está diretamente relacionado com a perda urinária.
  • B o mecanismo do terço médio uretral refere-se ao papel fundamental exercido pelo rabdoesfíncter, essa região contém fibras de contração rápida e lenta que, com recursos fisioterapêuticos, podem ser fortalecidas e hipertrofiadas, o que alivia os sintomas de perda urinária, isso justifica o alívio dos sintomas mesmo em pacientes que ainda não atingiram fortalecimento perceptível ao toque e, em alguns casos, a melhora da sintomatologia é obtida apenas com o fortalecimento da musculatura do terço uretral médio, imperceptível ao toque vaginal.
  • C o mecanismo miogênico refere-se ao aumento da excitabilidade vesical decorrente de alterações histológicas do detrusor e desnervação parcial da bexiga, essas alterações promovem hiperexcitabilidade entre os miócitos, propagação do estímulo elétrico e, finalmente, contração coordenada de todo o músculo.
  • D o mecanismo intrínseco refere-se à coaptação da mucosa uretral, oferecida pela vascularização local, que impede escapes de urina, sendo que no climatério, diante da diminuição na produção de estrogênio e menor vascularização uretral, os sintomas de incontinência são mais frequentes, pois o lúmen uretral fica maior, tornando a coaptação muscular menos eficiente.

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