Questão 10 do Concurso Prefeitura Municipal de Maracajá - Médico ESF (2020)

O texto a seguir é um fragmento do cordel Gentileza, extraído da obra Poesia com Rapadura de Bráulio Bessa (2017)

GENTILEZA

Gentileza não é obrigação,
não é regra, não é ordem, não é lei.
É semente que se planta em qualquer chão
E do nada nasce um pé de gratidão
Irrigado pelas águas da igualdade,
bate um vento e voam folhas de bondade,
num instante se espalha em todo canto.
Gentileza não é cara e vale tanto,
Ser gentil é ser rico de verdade. 


Do ponto de vista estilístico, há um paralelismo sintático em que o sujeito Gentileza, é expresso no primeiro verso e retomado anaforicamente no segundo verso, nas três orações: Ø não é regra, Ø não é ordem, Ø não é lei, ou seja, a interpretação de Gentileza é assegurada como sujeito deixando o espaço vazio (anáfora Ø), o que assegura a simetria inclusive da concordância verbal. Já no sexto verso, há uma construção também possível no português, contudo não tão produtiva, o que requer atenção para com a concordância entre sujeito e verbo.
  • A As construções oracionais Gentileza não é cara e vale tanto e Ser gentil é ser rico de verdade organizam-se com seus respectivos sujeitos sintáticos pospostos aos verbos, mantendo a concordância verbal singular e plural respectivamente, o que permite a elas, inclusive, estarem coordenadas pela conjunção e.
  • B As construções oracionais bate um vento e voam folhas de bondade organizam-se com seus respectivos sujeitos sintáticos pospostos aos verbos, mantendo a concordância verbal singular e plural respectivamente, o que permite a elas, inclusive, estarem coordenadas pela conjunção e.
  • C As construções oracionais Gentileza não é cara e vale tanto e bate um vento organizam-se com seus respectivos sujeitos sintáticos pospostos aos verbos, mantendo a concordância verbal singular e plural respectivamente, o que permite a elas, inclusive, estarem coordenadas pela conjunção e..
  • D As construções oracionais voam folhas de bondade e Ser gentil é ser rico de verdade organizam-se com seus respectivos sujeitos sintáticos pospostos aos verbos, mantendo a concordância verbal singular e plural respectivamente, o que permite a elas, inclusive, estarem coordenadas pela conjunção e.