Questões da Prova da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) - Economista (2018)

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Leia os fragmentos abaixo e ordene-os, de forma que se obtenha como resultado um texto coerente e coeso.

( ) Assim, fica difícil, se não impossível, o tratamento das relações entre estas últimas, centrando-se exclusivamente no código.

( ) Considerava-se a relação oralidade e letramento como dicotômica, atribuindo-se à escrita valores cognitivos intrínsecos no uso da língua, não se vendo nelas duas práticas sociais.

( ) Mais do que uma simples mudança de perspectiva, isto representa a construção de um novo objeto de análise e uma nova concepção de língua e de texto, agora vistos como um conjunto de práticas sociais.

( ) Hoje, como se verá adiante, predomina a posição de que se pode conceber oralidade e letramento como atividades interativas e complementares no contexto das práticas sociais e culturais.

( ) De igual modo, já não se podem observar satisfatoriamente as semelhanças e diferenças entre fala e escrita (o contraponto formal das duas práticas acima nomeadas) sem considerar a distribuição de seus usos na vida cotidiana.

( ) Esta mudança de visão operou-se a partir dos anos 80, em reação aos estudos das três décadas anteriores em que se examinavam a oralidade e a escrita como opostas, predominando a noção de supremacia cognitiva da escrita dentro do que Street (1984) chamou de “paradigma da autonomia”.

( ) Hoje, é impossível investigar oralidade e letramento sem uma referência direta ao papel dessas duas práticas na civilização contemporânea.

(Excertos extraídos de: MARCUSCHI, Luiz Antônio. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. São Paulo: Cortez, 2001. p.15-16).

A sequência numérica CORRETA que preenche os parênteses, de cima para baixo, é:

  • A 6, 7, 3, 2, 1, 5, 4.
  • B 1, 2, 4, 3, 6, 5, 7.
  • C 4, 5, 2, 6, 7, 3, 1.
  • D 7, 6, 5, 4, 1, 2, 3.
  • E 3, 6, 4, 7, 2, 5, 1.

O emprego da palavra ou da expressão destacada está INADEQUADO ao padrão formal da escrita em:

  • A Irandé Antunes afirma a cerca de repetição de palavras que “Muitas vezes, incluímos entre as condições de um bom texto a recomendação de não repetir palavras.”
  • B Quanto à paráfrase, ressalta a autora, esse recurso “[...] tem a função discursiva de pretender oferecer um esclarecimento mais específico de um ponto, ou, re-explicá-lo, com outras palavras [...]”, a fim de torná-lo claro.
  • C É pertinente identificar os segmentos parafrásticos para o entendimento do texto, haja vista “[...] que, naquele ponto onde ocorrem, o tema não avança para o ‘novo’, já que os dados da informação anterior são apenas retomados para explicações ou reformulações mais específicas.”
  • D Outro ponto esclarecedor que é trazido pela autora e naturalmente vai ao encontro da compreensão do que é produzir texto, está no uso que se faz do paralelismo, aproximação de dois ou mais segmentos de mesma estrutura formal e com sentidos diferentes.
  • E Enfim, por força de espaço e tempo, fiquemos por aqui, com o compromisso de oportunamente voltarmos com outras notas a respeito do tema.

O emprego da forma verbal, ou de formas verbais, está ADEQUADO ao padrão formal da escrita em:

  • A “O presente trabalho pretende introduzir o leitor ao conceito antropológico de cultura.” Não há dúvida de que essa temática tem pertinência para a compreensão das relações humanas, sendo necessário, portanto, que se utilizem exemplos de culturas tantas quantas haja, para que não se incorra no erro de interpretações apressadas.
  • B Se sobrevirem naturalmente exemplos duvidosos que provoquem erros de interpretação, espera-se que os leitores intervenham com a disposição de colaborar com o aperfeiçoamento das ideias.
  • C Para um grupo de pesquisadores, por exemplo, a geografia do lugar é condicionante da diversidade cultural e, em contraponto, para outros grupos, essa influência é limitada, razão pela qual é esperado que não se entretêm os pesquisadores com o cantar dos pássaros.
  • D Nesse sentido, resultados equivocados advém, muitas vezes, do volume escasso de estudos comparativos e contradigam a observação sistemática e reflexiva sobre os fatos.
  • E Têm-se como indispensável a esta altura: “A reconstrução deste momento conceitual, a partir de uma diversidade de fragmentos teóricos, é uma das tarefas primordiais da antropologia moderna. Neste trabalho, entretanto, seguiremos apenas os procedimentos básicos desta elaboração.”

Está ADEQUADO ao padrão formal de escrita o par de frases:

  • A A escrita é antiga, do que se orgulham os seres humanos pela facilidade que permitiu de acesso às informações. O acesso às informações foi potencializado com a invenção da imprensa, e não há de existir dúvidas sobre isso.
  • B A moça a quem perguntei sobre onde seria a aula de produção de texto, usava roupa de traços diferentes do cotidiano brasileiro. A moça cuja roupa fiz referência, teve dificuldade de me informar sobre o local em que seria ministrada a aula de produção de texto.
  • C Quem fala e escreve, não raras vezes, faz uso da coesão lexical para fazer a apreciação sobre um fato, um indivíduo, um objeto. Cesão lexical é recurso que se valem quem fala e quem escreve na prática cotidiana de produção de textos
  • D As lideranças das turmas responsabilizaram-se por reunir os estudantes em favor da organização dos ambientes de leitura da instituição. Os ambientes de leitura foram reorganizados, e tudo que se assiste é a preocupação dos estudantes com a preservação da memória.
  • E O de que gosto é ler textos acadêmicos; os literários, com menos frequência, os jornais ou revistas, nos momentos de folga. O que gosto é de ler textos acadêmicos; os literários são referências de que me valho para a apreciação estética e humana do mundo.

Leia o texto a seguir: Os gêneros textuais são fenômenos históricos e, nesse sentido, se constituem com e na vida cultural e social em que se desenvolvem. Um aspecto importante a ser considerado, é que as novas tecnologias, em especial as de uso na área de comunicação, propiciam o surgimento de novos gêneros textuais. Não propriamente as tecnologias, mas, sim, a intensidade de usos dessas tecnologias e suas interferências nas atividades diárias de comunicação. As notas iniciais vão perder sequência nos estudos vindouros sobre variados gêneros de uso relacionados a algum meio de comunicação. Como exemplo, o uso do correio eletrônico gera mensagens que têm as cartas pessoais e os bilhetes como seus antecessores. Mas as cartas eletrônicas são gêneros novos, com identidades próprias.

(Ideias contidas em: MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. Disponível em:<https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/322091/mod_resource/content/1/MARCUSCHI%20G%C3%AAneros%20 textuais.pdf> Acesso em: 20 ago. 2018).

No que se refere ao encadeamento de ideias, a frase que compromete a organização do texto é:

  • A Os gêneros textuais são fenômenos históricos e, nesse sentido, se constituem com e na vida cultural e social em que se desenvolvem.
  • B Um aspecto importante a ser considerado, é que as novas tecnologias, em especial as de uso na área de comunicação, propiciam o surgimento de novos gêneros textuais.
  • C Não propriamente as tecnologias, mas, sim, a intensidade de usos dessas tecnologias e suas interferências nas atividades diárias de comunicação.
  • D As notas iniciais vão perder sequência nos estudos vindouros sobre variados gêneros de uso relacionados a algum meio de comunicação.
  • E Como exemplo, o uso do correio eletrônico gera mensagens que têm as cartas pessoais e os bilhetes como seus antecessores. Mas as cartas eletrônicas são gêneros novos, com identidades próprias.