Questões da Prova da Prefeitura de Aracruz - ES - Auditor de Controle Interno (IBADE - 2019) Página 1

Toda narrativa literária permite que os leitores, a partir dos fatos concretos apresentados em sequência temporal, tirem conclusões a respeito do tema abordado, abstraindo conceitos, valores, denúncias, princípios morais, juízos críticos, etc. Considerando-se essa possibilidade, foram relacionadas abaixo algumas conclusões, das quais a mais pertinente ao que se aborda no texto é a seguinte: 
  • A humildade e dignidade são virtudes que dão à pessoa discernimento dos limites das reponsabilidades que pode assumir.
  • B foge à responsabilidade o cidadão que se nega a assumir uma função social para a qual é designado.
  • C a falta de iniciativa pode levar até um cidadão honesto a ser malvisto pela comunidade.
  • D a pessoa em cujo nome não consta o sobrenome de família é socialmente desconsiderada.
  • E todo homem pacato e modesto tende a ser muito honesto e leal.
Para Alfredo Bosi, importante crítico literário, não se deve procurar na prosa de Monteiro Lobato a categoria da profundidade existencial; o que caracteriza a sua escrita é a facilidade com que narra, com brilho, um caso, uma anedota. Na crônica acima, em que o autor aborda uma situação envolvendo um personagem honesto, mas limitado quanto ao amor próprio, percebe-se, na caracterização do personagem, uma postura de: 
  • A certeza de que não seria designado para o exercício de qualquer função pública.
  • B esperança quanto à possibilidade de tornar-se prefeito para impulsionar a cidade de Itaoca.
  • C convicção de que não iria morrer em Itaoca, pois há muito tinha decidido mudar-se.
  • D confiança de que aceitaria qualquer outro cargo público, menos o de delegado.
  • E aversão a ter de assumir qualquer compromisso que o levasse a alguma função de notoriedade.
A linguagem literária vale-se com frequência de recursos semânticos que remetem à significação conotativa. Para tanto, vários recursos são utilizados, inclusive os relacionados à expressão do grau, seja do substantivo, seja do adjetivo. Entre os fragmentos transcritos abaixo, aquele em que a expressão do grau está inequivocamente conotando depreciação é:
  • A “Honestíssimo e lealíssimo” (1º §).
  • B “mudar-se para terra melhor” (2º §).
  • C “Ser delegado numa cidadinha daquelas” (8º §).
  • D “é coisa seríssima” (8º §).
  • E “Não há cargo mais importante” (8 §).
Reescrevendo-se o período composto por coordenação “Nunca fora nada na vida, nem admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa” (2º §), para que se mantenha o sentido original, o período deverá ter a seguinte redação:
  • A Apesar de nunca ter sido nada na vida, também não admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa. 
  • B Não só nunca fora nada na vida, bem como não admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa.
  • C Conquanto nunca tivesse sido nada na vida, tampouco admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa.
  • D Contanto que nunca tivesse sido nada na vida, nem por isso admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa.
  • E Nunca fora nada na vida, porque não admitia a hipótese de vir a ser alguma coisa.
“João Teodoro entrou a incubar a ideia de também mudarse, mas para isso necessitava dum fato qualquer que o convencesse de maneira absoluta de que Itaoca não tinha mesmo conserto ou arranjo possível.” (5º §)

Na análise do período acima, está correto afirmar que a última oração é subordinada e exerce a função sintática de:
  • A adjunto adnominal.
  • B objeto direto.
  • C complemento nominal.
  • D objeto indireto.
  • E adjunto adverbial.