Questões da Prova do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IF-MA) - Nível Médio (2015)

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O texto O padeiro, de Rubem Braga, se constitui como exemplo de crônica. Este gênero literário, desenvolvido, sobretudo, nos jornais, tornou-se uma das expressões mais fortes da literatura brasileira do século XX, revelando-nos nomes como os de Fernando Sabino e Paulo Mendes Campos, além do próprio Rubem Braga, entre outros. A caracterização do texto acima como crônica se dá porque

  • A foi um texto escrito no século XX, portanto, no auge do desenvolvimento do gênero no Brasil.
  • B há uma espécie de leveza na construção do texto, que se exprime na escolha da linguagem e da temática, próprias de uma crônica.
  • C se verifica, no fim do texto, uma lição de vida aprendida pelo cronista e estendida a todos os leitores.
  • D sua linguagem é eminentemente formal, respeitando os padrões típicos de um texto literário.
  • E o autor se autodenomina jornalista, de modo que sua produção escrita só poderia ser uma crônica.

Entendendo que a crônica O padeiro acaba chamando a atenção do leitor para refletir um pouco sobre a condição humana, é CORRETO afirmar que a grande mensagem ou informação do texto é

  • A a greve do pão dormido.
  • B o perigo dos trabalhos noturnos.
  • C a lição de humildade do padeiro.
  • D a reivindicação dos patrões ao governo.
  • E o preconceito contra os trabalhadores domésticos.

A expressão “pão dormido” (linha 3), empregada no texto e popularmente conhecida, significa, dentro do contexto da crônica:

  • A Pão guardado no quarto.
  • B Pão da noite anterior.
  • C Pão estragado.
  • D Pão mofado.
  • E Pão francês.

Observe o seguinte trecho:
“Interroguei-o uma vez: como tivera a idéia de gritar aquilo?” (linha 12)
O verbo grifado no trecho acima foi usado no tempo pretérito mais-que-perfeito porque indica

  • A uma ação verbal no momento da comunicação entre os interlocutores.
  • B uma situação incomum, enunciada como um fato hipotético e duvidoso.
  • C um fato que acontecerá quando o cronista encontrar novamente o padeiro.
  • D uma ação verbal ocorrida em um tempo passado, relembrada pelo narrador.
  • E um fato que aconteceu num determinado tempo perfeitamente datado no texto.

No trecho “Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante” (linhas 19 e 20), o cronista se mostra

  • A preconceituoso, ao qualificar o padeiro como alguém inferior.
  • B inteligente, porque explicou ao padeiro sua verdadeira importância.
  • C arrogante, na medida em que se colocou como um homem superior.
  • D solidário, visto que tratou o outro como colega e ainda revelou modéstia.
  • E indiferente, pois não deteve o colega para lhe revelar que também trabalhava à noite.