Questões da Prova do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IF-BA) - Nível Médio (2015)

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Entre 1500 e 1822, o Brasil era uma das colônias portuguesas. Umas das primeiras tentativas de colonização do território foi a implantação das Capitanias Hereditárias, sobre as quais se pode afirmar que:

  • A todas as Capitanias fracassaram devido às poucas verbas oferecidas pela Coroa Portuguesa.
  • B as Capitanias Hereditárias não obtiveram sucesso econômico devido às rebeliões indígenas que reivindicaram a posse da terra.
  • C as Capitanias de Pernambuco e de São Vicente tiveram êxito, porque os seus respectivos C apitães D onatários não aceitaram as condições impostas pela Coroa Portuguesa.
  • D o gigantismo territorial, poucos recursos financeiros e altos tributos a serem pagos à Coroa Portuguesa foram alguns dos motivos que contribuíram para que as Capitanias Hereditárias não prosperassem.
  • E a Carta Foral e a Carta de Doação davam amplos poderes aos Capitães Donatários, sendo este um dos motivos que fizeram com que as Capitanias não tivessem o sucesso econômico esperado pela Coroa Portuguesa.

Os negros livres e libertos preocuparam os observadores do acaso do Império português no Brasil, mas foi, sobretudo, pensando nos escravos que eles distinguiram a atuação de um “partido negro”. Um anônimo informante da Coroa portuguesa escrevería numa data entre 1822 e 1823: “(...) embora havendo no Brasil aparentemente só dois partidos [portugueses e brasileiros], existe também um terceiro: o partido dos negros e das pessoas de cor, que é o mais perigoso, pois se trata do mais forte numericamente falando. Tal partido vê com prazer e com esperanças criminosas as dissensões existentes entre os brancos, os quais dia a dia têm seus números reduzidos”.


Fonte: REIS, João José. O Jogo Duro do Dois de Julho: o “Partido Negro” da Independência da Bahia. In: REIS, João José & SILVA, Eduardo. Negociação e Conflito. A resistência negra no Brasil escravista. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. p. 79-98.


A denúncia da existência de um perigoso “partido negro”, no contexto da luta pela independência na Bahia, pode ser explicada pela:

  • A ameaça dos negros, escravizados e libertos, de se revoltarem contra os brancos e lutarem pela continuidade do domínio lusitano sobre a colônia.
  • B existência de uma organização partidária de negros livres e escravizados, que regulava ações conjugadas em toda a colônia pela extinção do trabalho escravo.
  • C p a rtic ip a ç ã o de grand e núm ero de escravizados e negros livres na guerra de independência do Brasil, que poderia evoluir para uma luta contra o regime de escravidão.
  • D ameaça de união entre as organizações antiescravistas brasileiras e os grupos revolucionários que estabeleceram uma República de negros no Haiti, no final do século XVIII.
  • E aliança firmada entre os negros libertos e os portugueses contra os proprietários de terras brasileiros, que poderia resultar num decreto do governo lusitano extinguindo o trabalho escravo na colônia.

Neste país, que se presume constitucional e onde só deverão ter ação poderes delegados, responsáveis, acontece, por defeito do sistema, que só há um poder ativo onímodo, onipotente, perpétuo, superior à lei, e à opinião, e esse é justamente o poder sagrado, inviolável e irresponsável. (Trecho do Manifesto Republicano, publicado no Jornal A República, do Rio de Janeiro, em dezembro de 1870.)

Disponível em: <http://www.historiamais.cx>m/manifesto.

htm>. Acesso em 20.09.2015.


A crítica apresentada pelo Manifesto Republicano de 1870 pode ser associada:

  • A ao despotismo de D. Pedro II, no desrespeito à Constituição Imperial.
  • B aos amplos e ilimitados poderes garantidos ao Imperador pelo Poder Moderador.
  • C à irresponsabilidade de D. Pedro II no trato com o dinheiro e com as finanças públicas.
  • D ao estado de corrupção e fraudes que envolvia D. Pedro II e grande parte de seus assessores.
  • E aos prejuízos econômicos do país nas negociatas que D Pedro II realizou com a Inglaterra.

Leia com atenção o texto sobre República Velha (1889-1930) e, em seguida, assinale a alternativa correta sobre esse período.


A República Velha é dividida em dois momentos: a República da Espada e a República Oligárquica. A República da Espada abrange os governos dos marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto. Foi durante a República da Espada que foi outorgada a Constituição que iria nortear as ações institucionais durante a Primeira República. Além disso, o período foi marcado por crises econômicas, como a do Encilhamento, e por conflitos entre as elites brasileiras, como a Revolução Federalista e a Revolta da Armada. A República Oligárquica foi marcada pelo controle político exercido sobre o Governo Federal, pela oligarquia cafeeira paulista e pela elite rural mineira, na conhecida “política do café com leite”. Foi nesse período, ainda, que se desenvolveu, mais fortemente, o coronelismo, garantindo poder político regional às diversas elites locais do país.

Disponível em: < www.brasilescola.com>. Acesso em: 23.09.2015. Adaptado

  • A A República Velha foi marcada, politicamente, pelo Voto de Cabresto, que consistia no voto livre apenas para os homens.
  • B Durante esse período, ocorreram movimentos que pediam a volta da monarquia, como, por exemplo, o acontecido em Canudos-BA, liderado por Antônio Conselheiro.
  • C As revoltas e os movimentos ocorridos na República Velha, com o Contestado, Canudos, Chibata e Cangaço, nasceram de classes populares, que não eram assistidas ou privilegiadas pelo poder público
  • D Com a Proclamação da República no Brasil, houve a separação entre a Igreja Católica e o Estado, permitindo, assim, o reconhecimento do casamento civil, o que foi duramente contestado pelo Padre Cícero Romão, no Ceará.
  • E A Política do Café com Leite garantia a manutenção do poder político nacional entre os estados de São Paulo e Minas Gerais, sendo contestado na Região Nordeste pelos bandos de Cangaceiros, sendo o de Lampião o mais famoso.

Política e cultura andaram muito próximas nos anos 20. Cada uma a seu modo trazia ventos de mudança. (...). Na cultura, o grande evento, sem dúvida, foi a realização da Semana de Arte Moderna, em fevereiro de 1922, (...) que ajudou a projetar uma geração de importantes escritores e artistas, como Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Heitor Villa-Lobos e Guiomar Novais, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e Vitor Brecheret.

(Fonte: TEIXEIRA, Francisco M. R Brasil: História e Sociedade. São Paulo: Ática, 2002. p. 255. Adaptado.)


No contexto de efervescência político, cultural e ideológico, que marcou o Brasil a partir dos anos de 1920, a Semana de Arte Moderna cumpre o importante papel de:

  • A identificar influências artísticas e culturais europeias que estivessem compatíveis com os interesses da burguesia cafeeira brasileira, descontente com as velhas tradições culturais.
  • B buscar uma arte moderna de raízes brasileiras e de compromisso com a nacionalidade, promovendo uma revisão de valores artísticosculturais, de linguagem e conceitos.
  • C estabelecer fóruns de discussões intelectuais, no sentido de garantir o respeito à tradição artística e cultural do país e impedir a adesão às novas tendências das artes que vigoravam na Europa.
  • D substituir os velhos valores artísticos e culturais brasileiros de base nacionalista por outros mais modernos e identificados com o capitalismo dos Estados Unidos, fonte de inspiração para a arte mundial.
  • E romper com a liberdade criadora que ameaçava a tradição artística brasileira, impondo uma unidade na produção artísticocultural com base na valorização da linguagem e dos velhos conceitos artísticos.