Questões da Prova do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IF-PE) - Técnico - Informática (2017)

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A respeito da pontuação empregada pelo autor, no TEXTO 01, analise as seguintes proposições.


I. Em “Afinal, na internet, em se tratando de tempo, menos é mais” (3º parágrafo), a expressão “na internet” está entre vírgula por se tratar de um adjunto adverbial deslocado.

II. Poderia ser utilizada, no segundo parágrafo, uma vírgula em vez do ponto que antecede “É utilizada principalmente em salas de bate-papos” sem que isso provocasse desvio às normas de pontuação.

III. No trecho “você terá da agilidade que o mundo online proporciona” (3º parágrafo), deveria existir uma vírgula antes da conjunção “que”, pois ela antecede uma oração subordinada adjetiva restritiva.

IV. Em “Com o tempo você vai se acostumando e percebe que, pasmem, ainda é português!” (1º parágrafo), as vírgulas que isolam a forma verbal “pasmem” poderiam ser substituídas por dois travessões.

V. No período “E que raios é "kkk" e por que tem um rosto amarelo mostrando a língua para mim?” (1º parágrafo), poder-se-ia usar um ponto final no lugar do sinal de interrogação por se tratar de uma pergunta indireta.


Estão CORRETAS, apenas, as proposições

  • A II, III e IV.
  • B I, II e IV.
  • C I, III e V.
  • D I, II e V.
  • E II, IV e V.

Para uma leitura mais produtiva de um texto, faz-se necessária a análise dos elementos que concorrem para sua construção e sentido. Partindo dessa ideia, analise as proposições a seguir acerca do poema de Drummond.


I. Em “Meu pai montava a cavalo, ia para o campo”, os verbos “montava” e “ia” caracterizam a figura do pai como provedora.

II. Na contramão do tempo verbal pretérito imperfeito que apresenta a figura paterna como provedora e sempre em movimento, a figura materna é apresentada de forma estática, ratificada pelas expressões “ficava sentada” e “cosendo”, denotando ausência de esforço físico e de aventura.

III. Além da estrutura verbal, que contribui para a construção das lembranças, a escolha dos substantivos (pai, cavalo, campo, mãe, irmão, mangueiras, história, Robinson Crusoé, senzala, café, preta velha, berço, suspiro, mato, fazenda) diz muito da significação do tema.

IV. Na segunda estrofe, as ações apresentadas pelos verbos “aprendeu” e “esqueceu”, no pretérito perfeito do indicativo, assinalam algo que passou, que não durou.

V. O emprego dos advérbios “lá” e “longe”, juntos, remete à idéia de distância. Essa pode ser uma referência tanto à impossibilidade de o menino enxergar nitidamente o pai, devido à extensão da fazenda, quanto à transição temporal: o menino abandona o passado e retorna ao presente, já como homem.


Estão CORRETAS

  • A I, II e V, apenas.
  • B I, II, III e IV, apenas.
  • C I, III e V, apenas.
  • D I, II e IV, apenas.
  • E I, II, III, IV e V.

Leia o TEXTO 03 para responder à questão a seguir.


A charge é um gênero textual sincrético, ou seja, em que se combinam a linguagem verbal e a não verbal. Partindo desse pressuposto, julgue as proposições abaixo sobre a análise da charge constituinte do TEXTO 03.


I. O humor da tirinha reside unicamente no fato de os guardas não demonstrarem o menor jeito para cuidar de crianças.

II. O texto apresenta caráter ambíguo, o que é provocado pela junção da linguagem verbal e não verbal.

III. O caráter polissêmico, na charge, da palavra “limpos” é um dos responsáveis pelo humor do texto.

IV. Se fosse analisado, isoladamente, o texto verbal, ou seja, sem a leitura da imagem, o texto não adquiriria o tom jocoso que tem.

V. O título da charge não tem importância alguma na compreensão global do texto, por isso, inclusive, deveria ser retirado.


Estão CORRETAS, apenas, as proposições

  • A I e III.
  • B I, III e V.
  • C III, IV e V.
  • D II, III e IV.
  • E II e IV.

Considere as proposições abaixo sobre o TEXTO 04.


I. Em O gigolô das palavras, ao tratar de modo peculiar a gramática, o autor defende o ensino de gramática da língua materna. II. Para o autor, o domínio gramatical não é essencial para que haja comunicação; apenas serve para manter uma estrutura que sirva como padrão.

III. O autor questiona a “obediência cega” à gramática e a passividade do usuário diante de suas regras.

IV. Em “Claro que eu não disse isso para meus entrevistadores” (3º parágrafo), o cronista “confidencia” algo ao leitor como se este fosse seu amigo.

V. No que se refere ao Novo Acordo Ortográfico, o autor ironiza a Academia Brasileira de Letras, um dos órgãos que regem a ortografia da Língua Portuguesa no Brasil, ao afirmar que os membros da academia querem que a língua morra.


Está(ão) CORRETA(S) a(s) proposição(ões).

  • A II, apenas.
  • B I, apenas
  • C II, III, IV e V, apenas.
  • D I, II e IV, apenas.
  • E I, III e V, apenas.

“Vocês têm certeza que não pegaram o Veríssimo errado?”(1º parágrafo). Se observado à luz do novo acordo ortográfico, o termo em destaque autoriza a seguinte leitura:

  • A manteve a grafia na terceira pessoa do plural do presente do indicativo, algo semelhante ocorre com seus derivados conter e obter.
  • B o acento circunflexo desapareceu na conjugação da terceira pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos crer, ler, ter, ver e derivados.
  • C a exemplo do que ocorre com os verbos crer, ler, ver e derivados, permaneceu inalterável.
  • D passou a grafar-se “têem”, a fim de igualar-se aos verbos crer, ler e ver na terceira pessoa do plural.
  • E a exemplo do que ocorreu com a palavra homófona “para” (Ela pára o trânsito/ Ela para o trânsito), o termo em destaque perdeu o acento circunflexo; logo, “Vocês tem certeza que não pegaram o Veríssimo errado?” é a forma correta.